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Escutávamos, certa vez, algumas salas de “estudos” (bate-papo!!!) espíritas no
Paltalk , via Internet, e os verbos que penetravam nos canais acústicos dos
nossos ouvidos, através do headphone, feriam os tímpanos de nossa indulgência
cristã. Evidentemente, não generalizando, há as raríssimas salas-exceções, que
criteriosamente, promovem um estudo sério da doutrina à luz da razão e do bom
senso. O tema? Divulgava-se a coqueluche do momento: o CUEE - Controle Universal
dos Ensinos dos Espíritos. Nessa conversa melosa, questionava-se a validade dos
temas trazidos por André Luiz, Joana de Angelis, etc., advindos de um único
médium. E esses “precavidos” confrades, regurgitavam frases do tipo, “não
aceitamos nada fora da Codificação”. Enfim, portavam-se com toda eloqüência de
lídimos “doutores” em kardec, ou seja: kardequeólogos de plantão e de
carteirinha!
De fato, CUEE foi um método científico empregado pelo Codificador na
consolidação da estrutura da doutrina nascente e na implementação de seus
pilotis. O mestre lionês, sabendo que a morte não tornava mais sábio ou mais
ignorante o espírito desencarnado, precisava de um critério seguro para poder
compilar as diversas informações trazidas pela espiritualidade. Sabendo que
havia espíritos mistificadores, brincalhões e pseudo-sábios, Kardec fez com que
todo o conteúdo doutrinário passasse pela filtragem do CUEE, ou seja, toda
mensagem ditada pelos espíritos tinha que ser confirmada por diversos médiuns,
preferencialmente, sem que tivessem qualquer contato entre si, e que ocorressem
quase que simultaneamente.
Kardec explica, na Revista Espírita, em abril de 1864, que um homem pode ser
enganado, ou mesmo enganar-se. Contudo, tal fato não se dá, quando milhões de
homens vêem e ouvem a mesma coisa: é uma garantia para cada um e para todos.
Sabemos que essa universalidade do ensino dos Espíritos constitui o baluarte do
Espiritismo.
O primeiro controle das mensagens é o da razão, à qual é preciso submeter, sem
exceção, tudo quanto vem dos Espíritos. Segue-se, ao supremo controle da razão,
a opinião da maioria. Compreende-se que, aqui, não se trata de comunicações
relativas a interesses secundários. O controle universal é uma garantia para a
futura unidade do Espiritismo e tende a anular todas as teorias contraditórias.
Destarte, o que torna o Espírito André Luiz crido é que, por toda parte,
observamos a confirmação das suas mensagens, através do testemunho de líderes
consagrados no mundo inteiro.
Que influências poderiam exercer André Luiz ou Emmanuel, com suas mensagens, se
elas fossem desmentidas, tanto pelos Espíritos, quanto pela liderança espírita
mundial? Se um Espírito afirma uma coisa de um lado, enquanto milhões de pessoas
dizem o contrário alhures, a presunção da verdade não pode estar com aquele,
cuja opinião é única, contrariando as demais.
Ora, pretender ser o único a ter razão, contra todos, seria tão ilógico da parte
de um Espírito, quanto da parte de um homem, o que não é o caso em discussão.
Todas as pretensões isoladas cairão pela força das coisas, ante o grande e
poderoso criterium de controle universal. Porém, as mensagens de André
Luiz não caíram e jamais cairão.
Há confrades, no auge do delírio, recriando o Controle Universal dos Espíritos
e, para tais indivíduos, essa é a única forma de se aceitar, com boa margem de
segurança, os ensinamentos provenientes, sobretudo, das obras de Chico Xavier.
(!!??) Por que essa prevenção contra o médium de Uberaba?
Há confrades afirmando que Kardec, o Codificador, era o coordenador do Controle
Universal. Depois de sua desencarnação, não houve quem desse seguimento à
condição de controlador. Em verdade, esses confrades se apresentam eivados de
despeito contra a FEB, informando, com desdém, que os grupos de pessoas, que
deram origem à Federação Espírita Brasileira - FEB, criaram um sistema espírita
muito diferente daquele idealizado por Allan Kardec e nele nunca esteve presente
o Controle Universal dos Espíritos, o que se constituiu numa grave falha Febiana.
(sic)
Atestam, esses novidadeiros, que apesar de o Espiritismo ter sido introduzido no
país por membros da “aristocracia dominante”, no século XIX, houve, desde o
início, forte junção da Doutrina com as religiões, principalmente, a umbanda e o
catolicismo.(sic)
Para esses vorazes detratores da FEB, (lembramos que o “calo” deles é o “Cristo
católico”, pasmem!) tanto os livros de Chico, quanto os do Divaldo apresentam
mensagens que nada acrescentam e, até, contrariam a Doutrina . Acreditem, se
quiserem..(!?)
Encharcados de fértil imaginação e gripados de raciocínio, espirram que o jovem
católico, Chico Xavier, quando teve a visão mediúnica daquele que teria sido o
Padre Manoel da Nóbrega, em pretérita encarnação, e que passou a ser
identificado como Emmanuel, certificou-se de que este seria o seu Mentor
Espiritual. Com isso, todo o processo mediúnico do extraordinário médium mineiro
foi plasmado por um “misticismo” católico, que, imediatamente, os diretores da
Federação Espírita Brasileira (FEB) aproveitaram. Com tal misticismo,
vislumbraram um meio de divulgar um Espiritismo que fosse aceito pela sociedade
brasileira que, então, era católica em sua esmagadora maioria. Meu Deus!!! Nunca
vimos tão grande parvoíce!!
Para tais difamadores, muitos livros de mensagens psicografadas por Chico
Xavier, nada possuem de “específico”, no que se refere à Codificação. São
opiniões de Espíritos que têm seu valor, como opinião pessoal (sic), mas não
podem ser incorporadas como parte da doutrina básica, pois não se submeteram à
chancela da paixão do momento, - o Controle Universal dos Espíritos.
Portanto, as teses abordadas pelo Espírito André Luiz não receberam a chancela
do filão da discórdia (Controle Universal dos Espíritos) e, por isso, as
mensagens de André Luiz, de Emmanuel e outros só devem ser admitidas como
hipóteses de estudos, até que possam ser submetidas ao Controle Universal dos
Espíritos, através do aval supremo dessa facção histérica.
A rigor o que está escamoteado, sob essa psicótica discussão, é, nada mais, nada
menos, o aspecto religioso da Doutrina Espírita entronizado no Brasil pela FEB e
abrilhantado por Chico Xavier na prática mediúnica. Isso que estamos chamando de
“questão religiosa“ refere-se, obviamente, à discussão que já tem se tornado
psicopatológica: saber se o Espiritismo é ou não é religião. A freqüência com
que tal discussão tem acontecido, no âmbito do Espiritismo, é tão grande que já
se tornou, há muito, cansativa , estéril e obsessiva. Para tais hermanos, a
postura religiosa , Xavieriana, tem um caráter cerceador sobre o crescimento do
Espiritismo, enquanto filosofia.(!?) Quanta histeria!!!
Esses nossos confrades, longe do uso do bom senso, insistem em divulgar a
“progressista” tese de que se é preciso fugir do “Cristo Católico”, do
religiosismo, do igrejismo no Espiritismo e transformá-lo numa academia de
expoentes do “saber”.
Sob o império dessa compulsiva tendência filosófica, vão para as salas do
paltalk, redigem livrescos, artiguelhos, promovem palestras inócuas, aguilhoados
às diretivas telepáticas dos "sabichões das sombras".
Queiram ou não, o Cristo é o modelo de virtudes para todos os homens . É
incomparável a dedicação e a santidade que Ele dispensa à Humanidade. Nós, que
ainda estamos mergulhados nos pântanos das questiúnculas teológicas , não temos
parâmetros para avaliarmos a Sua magna importância para o Espiritismo, isto
porque a Sua perfeição se perde na escura bruma indevassável dos milênios.
O Espiritismo sem Evangelho pode alcançar as brilhantes expressões acadêmicas,
mas não passará de atividade fadada a modificar-se ou desintegrar-se, como todas
as conquistas perfunctórias da Terra. E o espírita cristão, que não cogitou da
sua iluminação com o Evangelho do Mestre, pode ser virtuose da inteligência, Phd
de qualquer coisa e filósofo, com as mais subidas aquisições científicas, mas
estará sem bússola e sem norte no momento do “furacão” inevitável da dor moral. |