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Senhor!
Deste-me a palavra por semente de Luz.
Auxilia-me a cultivá-la.
Não me permitas envolvê-la na sombra que
projeto.
Ensina-me a falar para que se faça o melhor.
Ajuda-me a lembrar o que deve ser dito e a lavar
da memória tudo aquilo que a tua bondade espera
se lance no esquecimento.
Onde a irritação me procure, induze-me ao
silêncio, e, onde lavre o incêndio da
incompreensão ou do ódio, dá que eu pronuncie a
frase calmante que possa apagar o fogo da ira.
Em qualquer conversação, inspira-me o conceito
certo que se ajuste à edificação do bem, no
momento exato, e faze-me vigilante para que o
mal não me use, em louvor da perturbação.
Não me deixes emudecer, diante da verdade, mas
conserva-me em tua prudência, a fim de que eu
saiba dosar a verdade em amor, para que a
compaixão e a esperança não esmoreçam, junto de
mim.
Traze-me o coração ao raciocínio, sincero sem
aspereza, brando sem preguiça, fraterno sem
exigência e deixa, Senhor, que a minha palavra
te obedeça a vontade, hoje e sempre.
Do livro "Caminho Espírita"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
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