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Se há um
assunto que deve ser encarado com a maior naturalidade, inclusive em
casa com os filhos, é a velha questão da morte. Sim, afinal, ela é
algo absolutamente certo na vida de todo ser humano. Todos viveremos
a experiência de encontrar-se com o tal fenômeno que enrijece o
corpo e ausenta a pessoa da convivência com a família.
E o
assunto deve mesmo merecer nossa atenção porque ela, a morte, é
quase sempre visita inesperada ou evitada, mas é uma visita
necessária e de presença certa, que pode ocorrer a qualquer momento,
sem aviso muitas vezes. Ocorre que desde milênios, a morte sempre
foi encarada como algo aterrador, que joga suas vítimas para valas
de escuridão e causa pavor nos que ficaram, pois sempre foi vestida
com as roupagens do sobrenatural e do misticismo. Isto porque caía
no terreno do desconhecido.
Porém, o
desconhecido tornou-se conhecido. Com a revelação espírita, os
próprios que já haviam enfrentado o fenômeno da passagem para a
pátria verdadeira retornaram para descrever a nova morada. Na
verdade, a morte não existe, pois a alma vive sempre. Morre o corpo,
instrumento de experiências para o espírito, de vida curta, porém.
Mas, a individualidade prossegue após a morte do corpo físico.
E muitos
perguntam: Mas como é depois? E chegam a afirmar: ninguém
voltou para dizer... Eis o engano: voltaram sim e revelaram como
é. Mas aí pode surgir outra dúvida: como crer que isto seja real?
Eis o segredo: raciocinar.
Os
espíritos, que nada mais são que os seres humanos antes e após o
corpo, através de uma capacidade orgânica chamada mediunidade, podem
entrar em comunicação com quem ainda está aqui na vida material. E
neste intercâmbio, revelam a própria situação, suas impressões e
experiências. Foi o que fez Allan Kardec com a publicação de O
Livro dos Espíritos, mas com um detalhe: essas informações devem
ser aprovadas pela lógica, pelo bom senso e pela concordância geral.
Se fugir desses itens, esqueça!
É aí que
surge o segredo de raciocinar, atitude que todos podem usar.
Pensemos
que o dinamismo da vida não pode resumir-se naquilo que vemos e
vivemos aqui, por tão curto espaço de tempo. E Deus, sendo Pai, não
poderia reservar a destruição ao final de uma experiência. Simples,
não? A vida continua, pois. Como é, entretanto, a nova vida, depende
do interesse de cada um em conhecer e estudar...
No chamado "Dia de Finados"
não chore seus mortos. Eles vivem.
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