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Eis que o Cristo apoiou o
provérbio acima mencionado, de Salomão, na dignidade desta fala:
"Bem aventurados os que têm fome
e sede de justiça, porque serão fartos". E mais adiante continua:
"Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas a qualquer que
te ferir na face direita, volta-lhe também a outra".
E Paulo, inspirado em Jesus,
acrescenta: "Abençoai aos que vos perseguem, abençoai e não
amaldiçoeis".
Se queres ajudar, vários caminhos
se te deparam.
O impulso instintivo é o da
vingança, contra quem nos ofende. Porém, o Cristo domina a
ignorância e nos pede para ofertar-lhes a água do perdão. Se o caso
é fome, que lhes demos o pão da fraternidade; e, se lhes faltam
vestes, que os revistamos de amor.
Quem espera o ofensor para a
desforra, vive de parceria com a maldade.
Se alguém já nos aborreceu muito,
a melhor forma de ganhá-lo é esquecer as ofensas, e, se possível,
ajudá-lo nas dificuldades.
Quem desarmoniza a vida alheia
sempre se arrepende; se perdoado, pode se tornar seu maior amigo.
Pensar demais sobre como deve
ajudar, sem fazer esforços, é adiar oportunidades de servir. A
caridade está mais entregue à inspiração.
Os métodos para sermos úteis
estão dentro de nós, aliados às nossas necessidades. Quando damos o
pão para matar a fome física do nosso irmão, estamos eliminando a
nossa fome espiritual; quando damos água a quem tem sede material,
estamos saciando nossa própria sede da Alma; quem está vestindo os
nus no mundo, está fazendo roupas espirituais para si mesmo. Então,
de quem é o maior proveito?... É NOSSO.
É tão bonito e humanitário, como
lei divina, este provérbio, que vamos repeti-lo: "Se o que te
aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe
água para beber".
O perdão aqui está na mais
profunda compreensão cristã. São esquecidas todas as ofensas, e
ainda o ofendido ajuda o ofensor, de maneira cordial, sincera e
digna, transformando a ignorância em laços de amizade.
Ajuda quando puder, e ajuda onde
estiver, de maneira que a exigência não perturbe os teus sentimentos
de amor.
Se queres ter alguma coisa de
sabedoria em teu coração, trabalha para que o ódio não se aninhe em
tua Alma.
Se queres ter paz, procura
laborar constantemente o perdão.
Se queres ter abundância de todas
as coisas boas, distribua o quanto puderes e tiveres de melhor.
Empenha-te na fé, que ela te mostrará coisas tuas que não conhecias.
Pelo Espírito: CARLOS
Psicografia: JOÃO NUNES MAIA
Do livro: TUAS MÃOS |