As ciências que surgem no mundo servem para
facilitar e orientar a vida das pessoas, assim sendo, justo é que sejam
aproveitadas da melhor forma possível.
E a Doutrina Espírita, estabelecida com
bases científicas, não pode fugir a essa regra, por isso, levantamos alguns
pontos importantes, concernentes a Ciência da Administração de Empresas e
que podem ser aplicados na Administração do Centro Espírita.
Em primeiro lugar é preciso que se defina a
missão do Centro Espírita, que deve ser colocada de maneira
simples, clara e objetiva – Missão do Centro Espírita: Ensinar
o espiritismo; criar campo propício para que as pessoas evoluam intelectual
e moralmente, colaborando para a construção de um mundo melhor.
Após a definição da missão do Centro
Espírita, que certamente lhe dará um norte a seguir, sem devaneios
desnecessários, o dirigente espírita pode começar a colocar em prática as
ferramentas que traz a Ciência da Administração.
Os quatro princípios básicos do
administrador que são: Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar, podem
perfeitamente ser adequados no dia a dia do Centro Espírita, de modo que ao
aplicá-los, o dirigente irá sentir sensível melhora na qualidade das
atividades.
Vejamos:
Planejar:
Quando falamos em planejar, estamos em
realidade dando o primeiro passo para o acerto, pois planejando começamos a
desenhar as atividades que queremos desenvolver. É importante colocar esse
planejamento no papel, pois evita-se a perda de foco, desperdício de tempo e
energia.
Ao contrário do que muitos pensam, o
planejamento não é estático e pode ser mudado se se constatar essa
necessidade.
Outro dia um amigo comentou que as reuniões
de estudo de “O Livro dos Espíritos” no centro que ele freqüenta, e que
eram realizadas às terças feiras, estavam com os dias contados para acabar.
O motivo: As terças feiras é um dia complicado para a maioria dos
freqüentadores do centro. Justamente ai entra o planejamento, ao planejar,
conhece-se o perfil e as necessidades das pessoas interessadas nas
reuniões. Esse planejamento evitaria o possível rompimento das reuniões de
estudo, pois poderiam ser efetivadas em um outro dia, mais acessível aos
freqüentadores.
Organizar:
A organização ditará a maneira mais apropriada de se utilizar os recursos
humanos e materiais disponíveis. Com ela ganha-se em agilidade e eficácia.
Para se organizar é importante ressaltar prioridades e serviços mais
urgentes dando-lhes o devido encaminhamento, obedecendo sempre uma seqüência
lógica. Essa questão pode parecer óbvia, contudo, a experiência demonstra
que muitas pessoas se perdem justamente na hora de organizar as atividades
que estão desenvolvendo.
Dirigir:
Nessa questão o dirigente irá coordenar
como as atividades serão realizadas. É importante delegar tarefas, porque
delegando, cria-se uma atmosfera de confiança, onde o caminho vai
gradativamente sendo preparado à outro companheiro que um dia poderá ocupar
seu lugar na direção do Centro. Nada de pensar que as coisas só funcionam de
nosso modo, pois isso tira o foco dos objetivos que foram traçados.
Lembrando sempre que o líder real é aquele
que antes de mais nada prepara caminhos para que as coisas funcionem em sua
ausência.
Controlar:
Ao controlar o dirigente terá oportunidade de fazer um balanço dos
resultados das atividades que foram desenvolvidas. Ao medir se os resultados
alcançados foram satisfatórios, o dirigente terá em mãos subsídios para
conversar com colaboradores, e se necessário traçar novos rumos, remodelar
atividades, implantar outras, proporcionando ao Centro Espírita que dirige
uma melhoria contínua.
Essas ferramentas são importantes e podem
facilitar o trabalho do dirigente espírita, contudo, o que irá legitimar o
trabalho desenvolvido no Centro, será primar pelo ensino da Doutrina
Espírita sem invenções desnecessárias e do Evangelho de Jesus – esse farol –
que ilumina consciências, aquece corações e faz prevalecer a fraternidade
diante da burocracia.