*
*
*
*
*
*
*

 


A MELHOR HOMENAGEM

Sempre que as datas comemorativas do Espiritismo desfilam pelo calendário humano, movimentam-se as letras e as palavras dos espíritas colimando referenciar quem por ele (calendário) transita. É o caso dos meses de março (desencarnação de Allan Kardec, em 31/03/1869), abril (surgimento de O Livro dos Espíritos em 18/04/1857) e outubro, (mês em que nasceu Allan Kardec, em 03/10/1804), quando lembramos do insigne Codificador da abençoada doutrina dos Espíritos. Nada mais do que justas, diga-se de passagem, as reverências.

Contudo, a melhor e mais substanciosa homenagem que prestamos a quem dela não precisa, que não faz a mínima questão de recebê-la, é oferecer ao homenageado uma conduta espírita, a melhor possível. Esta, parece-nos, deve ser o mais expressivo preito a quem tanto se sacrificou para que tivéssemos hoje todos os recursos para trilharmos um outro caminho, aquele que nos conduzirá ao aprisco do Senhor JESUS.

A nossa transformação moral levará grande felicidade, um superlativo bem estar espiritual a Allan Kardec, pelo fato dEle constatar que o seu esforço não foi em vão. O contrário, ser-lhe-á uma decepção!

Causa-nos certo desconforto ouvirmos militantes espíritas, no Espiritismo há dezenas de anos, afirmar, peremptoriamente que não se consideram ainda espíritas; que desejam e querem ser, mas não são!

Tal atitude cheira à falsa modéstia ou ao desejo de justificar se perante este ou aquele deslize cometido ou que venha a cometer. Será que Allan Kardec não deixou bem explicado quem poderia considerar-se verdadeiro espírita? Não afirmou, antologicamente que "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende para vencer as suas más inclinações"? De sã consciência, alguém dentro do Espiritismo pode considerar-se pior do que era antes de ser espírita? Não, não é? Então transformou-se, mudou alguma coisa. Será também que ele deixou de reconhecer as suas imperfeições e nada faz para corrigi-las? Não, não é mesmo? Portanto, você irmão ou irmã, que porventura pensa não ser verdadeiro ou verdadeira espírita, é, com certeza.

Todos desejamos ser um espírita cada vez mais atuante, mais transformado moral e espiritualmente, como também intelectualmente, o que é perfeitamente natural. Vamos, assim deixar algumas singelas recomendações, as quais, seguidas, poderão ajudar muito a nos melhorarmos de acordo com a conceituação de verdadeiro espírita.

Intercedendo em favor de muitos, haveremos de encontrar quem por nós interceda nas situações mais embaraçosas. Isto é da lei vigente na vida universal: recebe-se o que se dá.

Como gostamos de ser ajudados, sem reclamações, façamos o mesmo: coloquemo-nos a serviço do bem do próximo sem queixas, recriminações e nem azedume.

Eliminemos de dentro de nós aquele desejo milenar de querermos forçar os outros a comungarem das nossas idéias, desejos e pensamentos. Facultemos-lhes a possibilidade de serem eles mesmos e não uma cópia nossa. Deixemo-los livres, não criemos cadeias sentimentais com os nossos afetos e amigos.

Prestemos bastante atenção com o teor vibratório de nossas palavras e frases dirigidas ao próximo, no sentido de não exprimirmos por elas o nosso mau humor, a nossa agressividade. Palavras e frases construídas até por letras adocicadas, na aparência, costumam tornar-se pedradas vibratórias na face dos outros, se pronunciadas sob o embalo de nossa arrogância, mau humor, prepotência.

Apaguemo-nos o mais que pudermos para que brilhe JESUS e a SUA obra, conforme deixou assinalado João Evangelista, ao dizer: "É necessário que Ele cresça e que eu diminua" (João 3:30). O bem que fizermos, as iniciativas produtivas que empreendermos, na verdade não nos pertencem, procedem originariamente de DEUS por intermédio de JESUS que, por sua vez, se utiliza de nós.

Valorizemos os adversários, porque são deles que apontam as irregularidades morais que ainda vigem em nosso psiquismo e que necessitam ser eliminadas. Os amigos costumam somente nos estimular, sem mostrar os nossos erros. Já o adversário põe o dedo na ferida moral que carregamos.

Como aqueles que não concordam conosco têm o direito de pensar como bem lhes convier, sejamos o mais compreensíveis com eles na hora de discutir.

Esforcemo-nos para sermos úteis em qualquer lugar, sem guardar a intenção de agradar a todos. Não olvidemos que nem JESUS logrou o intento de satisfazer quantos O ouviram e viram.

Deitando-nos para dormir, após uma análise criteriosa de nossos atos e ações do dia, tenhamos a consciência tranqüila de que fizemos todo o bem ao nosso alcance e de que ninguém tem algum tipo de queixa contra nós, o que, conseqüentemente nos deixam sentir que a ninguém melindramos.

Defrontando-nos com a calúnia e a perfídia, não lhes prestemos homenagem com a nossa indignação, ainda mais se não formos merecedores delas. Se, no entanto, fazemos-lhes jus, pelo que somos hoje ou fomos ontem, aceitemo-las e procuremos arredar de nosso interior o que as engendrou em nós.

Enfim, habituemo-nos à serenidade e à fortaleza interior nos círculos das lutas humanas, porque sem estas conquistas será muito difícil sair do vaivém das reencarnações inferiores.


ADÉSIO ALVES MACHADO
Escritor, Orador e Radialista.
Autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor;
Diálogo com Deus - Preces de MEIMEI
e Verdades que o tempo não apaga, lançado recentemente. Para adquiri-los ligue: (22) 2555-4753 ou (22) 2555-1580
E-MAIL:
adeleila@brasilvision.com.br
ENDEREÇO: Rua Roque de Oliveira Cardoso, 74 - Térreo
CEP.: 28500-000 - CANTAGALO - RJ


 

 

 

Formatação: Damião da Silva Leão