|
Muitas pessoas
dizem não acreditar na possibilidade de comunicação com
os mortos. Nós, os Espíritas, também não. Afirmativa
controvertida, não?
Não. Não é. Vejamos primeiramente o que é um “morto”, na
visão espírita.
O
dito defunto era composto por três elementos: corpo
físico, perispírito e Espírito.
Sabemos que o corpo físico se compõe de vários elementos
químicos, entre outros, carbono, nitrogênio e
hidrogênio. A Ciência já nos deu provas mais do que
suficientes de que o corpo humano, uma vez em
decomposição, não mais poderá retornar à vida. Isto é
óbvio. Os elementos químicos formadores do corpo são
levados ao solo e passam a fazer parte dele, de modo
que, realmente, jamais poderemos nos comunicar com o
corpo deste morto.
Mas, com o Espírito que governava aquele corpo, dá-se
exatamente o contrário. Ele sobrevive à morte corporal e
mantém sua identidade no chamado plano espiritual - o
mundo dos espíritos que nada mais é, do que uma dimensão
molecular diferente daquela do mundo corporal. E com
este sim, podemos perfeitamente nos comunicar.
E, aliás, nos comunicamos todos os dias, todas as horas,
todos os minutos e todos os segundos “de ordinário, eles
até nos dirigem a vida”, como está descrito em “O Livro
dos Espíritos”, questão 459. Aquele santo de barro para
os quais algumas pessoas fazem suas preces fervorosas
são o que? MORTOS. Moisés e Elias materializados no
Monte Tabor, ao lado de Jesus, são o que? MORTOS. O
próprio Jesus, materializado quantas vezes para os
discípulos, é o que? MORTO. E o tal Anjo da Guarda que
nos aconselha, protege etc.? MORTO também.
E
por aí vai uma série de exemplos que poderíamos citar
aqui de mortos do corpo, mas que continuam vivinhos em
Espírito do outro lado do espelho, e com os quais nos
comunicamos permanentemente provando cada vez mais a
perfeição do nosso Pai, com suas leis maravilhosas!
|