A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR
Quando o
Senhor nos traçou a obrigação de dar a César o que é de César, como de
outras vezes, imprimia ao ensinamento significação mais profunda.
Habitualmente
recordamos a diretriz, fixando a atenção no imposto amoedado, anotando
mentalmente o brilho pessoal daqueles que exercem o poder representativo da
governança para transviar-nos, quase sempre, no solo arenoso da crítica e da
maldade.
Entretanto,
bastar-nos-á a singela reflexão para reconhecermos que César é a legenda que
encerra vastos deveres de nosso espírito, quando encarnado, junto da terra que
nos localiza o berço.
César
exprime a direção que nos garante a tranqüilidade, a justiça que nos angaria
respeito, a organização do trabalho que nos assegura a bênção do pão, a
ordem que nos mantém o ninho doméstico, e, sobretudo, a lei que nos guarda a
todos, nos variados climas do mundo, dentro da dignidade recíproca, na qual o
cumprimento fiel de nosso dever nos confere o direito à verdadeira ascensão.
Não chega,
desta forma, o simples pagamento do tributo vulgar ao cofre que nos define a
riqueza pública, para que atendamos à recomendação do Senhor, mas, sim,
também o nosso zelo e a nossa abnegação na salvaguarda dos bens que
desfrutamos na experiência comum, seja auxiliando a segurança do próximo,
defendendo a higiene de um logradouro, cooperando na execução dos estatutos
que nos governam ou amparando a educação que nos governam ou amparando a
educação do povo que nos constitui a família, porque, somente assim,
auxiliando à Terra, entrosá-la-emos no Céu, como província redimida e
generosa refulgir no Reino do Amor de Deus.
Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO
XAVIER
Do livro: SEMEADOR EM TEMPOS NOVOS
